As imagens do estado lastimável do relvado do La Cartuja

Seleção 27-06-2021 12:38
Por Rogério Azevedo, em Sevilha

O relvado do Estádio de La Cartuja está uma miséria. Os responsáveis da Bélgica, sobretudo o seu treinador, Roberto Martínez, já tinham falado nisto e ontem, durante o ensaio da Seleção Nacional, os jornalistas puderam confirmar este facto. Não é um relvado ao nível de um jogo dos oitavos de final do Campeonato da Europa e serão os jogadores mais tecnicistas, muito provavelmente, quem mais se ressentirá. Ou seja, De Bruyne e Bernardo Silva, por exemplo.

 

Mas o Estádio de La Cartuja, situado na ilha com o mesmo nome e construído em 1999, traz boas memórias aos portugueses. Ou, se quisermos ser verdadeiramente específicos, aos portistas. Foi nele que há pouco mais de 18 anos, a 21 de maio de 2003, o FC Porto venceu a primeira Taça UEFA do futebol português, batendo os escoceses do Celtic por 3-2 (Larsson, 47 e 57; Derlei, 45+1 e 115; Alenitchev, 54).

 

Foi também aqui que, há 22 anos, no Campeonato do Mundo de atletismo, Francis Obikwelu ganhou a medalha de bronze nos 200 metros e que o norte-americano Michael Johnson bateu o recorde do Mundo dos 400 metros, com 43,18 segundos.

 

Hoje, porém, o recinto está quase votado ao abandono e, em 21 anos, foi utilizado apenas nove vezes pela seleção de Espanha em jogos com a Croácia, Argentina, Países Baixos, China, Alemanha, Kosovo, Suécia, Polónia e Eslováquia - foi nele que, 17 de novembro de 2020, Espanha cilindrou os germânicos por 6-0 em jogo a contar para a Liga das Nações.

 

Esta será a terceira vez que a Seleção Nacional jogará em Sevilha. A primeira foi num particular a 16 de dezembro de 1923 (derrota por 0-3) e a segunda a 17 de março de 1929 (desaire por 0-5).

 

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