Paulo Fonseca em entrevista: do IKEA ao jogo com o PSG este domingo

Lille 19.08.2022 22:49
Por Redação

O treinador do Lille, Paulo Fonseca, concedeu uma entrevista à Eleven Sports, a propósito do jogo com o PSG, este domingo, para a Ligue 1.


Confessando que tem ido «muitas vezes» ao IKEA para mobilar a casa (já o tinha dito numa conferência de imprensa e daí a pergunta do jornalista agora), Paulo Fonseca diz que a adaptação está a correr «muito bem», até porque encontrou «um clube altamente organizado, excelentes condições de trabalho e uma equipa aberta às novas ideias e que trabalha muito bem», além de estar a gostar da cidade.


No plano desportivo considera que a equipa «podia ter duas vitórias» em vez de um triunfo e um empate, mas mostra-se confiante: «A equipa tem muito a evoluir e vai evoluir durante a temporada. O Lille jogava num 4-4-2 e era uma equipa mais expectante, agora queremos ser uma equipa com iniciativa, dominadora, que consiga jogar no meio-campo adversário maior parte do tempo, que tenho a bola, que consiga encontrar os espaços certos nos momentos certos. É uma grande mudança», explicou, sem traçar metas. «Não estamos honestamente a pensar em grandes objetivos. O que queremos ver é a equipa a crescer, a ser cada vez mais dominadora. Criar uma identidade forte. E fazer evoluir os jogadores. O Lille tem sido um clube vendedor e vai querer continuar a ser. E nós temos de ter uma forma de jogar que valorize os jogadores.»


E frente ao todo-poderoso PSG, como será? «Obviamente, não é fácil. O que eu prometi aos jogadores é que teria a coragem que lhes estou a exigir. Aquilo que pretendo é que não mudemos aquilo que somos enquanto equipa. Independentemente do adversário. Sabemos que o PSG é uma equipa fortíssima. Sabemos que tem um novo treinador, jogadores sobre os quais nem vale a pena falarmos pela sua qualidade imensa, dos melhores do mundo. Eu acredito muito no valor coletivo das equipas e aquilo que podemos fazer em conjunto. O que quero para este jogo é que a equipa mantenha a mesma coragem. Não é por jogarmos com o PSG que vamos mudar as nossas intenções e nossa essência. Obviamente será um jogo diferente. Em que o PSG vai dominar e nós vamos ter de baixar as linhas defensivas no terreno. Mas quando tivermos a bola, vamos querer ser a mesma equipa, com a mesma intensidade, com protagonismo. Penso que não há razões de nos amedrontarmos por jogarmos com o PSG. Sabemos que vai ser um jogo muito difícil, talvez um dos mais difíceis da época. Mas é importante para nós não abdicarmos da nossa identidade e dos nossos princípios. Porque podemos não colher frutos no próximo jogo, mas esta forma de jogar vai dar frutos no futuro. Não sei se há alturas certas para defrontar estas equipas que são fortíssimas. Mas em alguma altura temos de jogar com o PSG e calhou agora. Estamos a trabalhar para nos apresentarmos da melhor forma possível.»


Do lado do PSG está agora Renato Sanches. «Um excelente jogador. Não estive muito tempo com ele. Não participou em muitas sessões. Mas for fácil de ver que é um jogador de muita qualidade. Para outro nível. Além de que é uma excelente pessoa. É um cenário que já sabia que podia acontecer. Ainda bem para ele. Desejo-lhe a maior sorte, menos jogos que nos defrontamos», expressou.


Paulo Fonseca falou ainda de José Fonte. «Tem sido muito importante para nós, equipa técnica. Tem ajudado em diversos aspetos. Não o conhecia. Já tinha uma imagem dele. E o que tinha saiu reforçado. Além de ser um excelente profissional, é também um jogador inteligente. Está a surpreender-me sobretudo na construção. Diziam que não era um aspeto forte nele e tenho visto o contrário. É uma voz muito ativa no balneário. Temos uma relação muito estreita com ele», elogiou.


Outro tema foi a surpreendente contratação de Alexsandro ao Chaves. «Este ano vi alguns jogos da Liga 2. E em conversa com o meu agente, falámos num central que estava no Chaves. Tive a curiosidade de ir ver e fiquei extremamente agradado. Do ponto de vista físico, é muito poderoso, muito agressivo, impetuoso e rápido. Mas precisa de ser moldado. É uma nova realidade para ele. Há alguns princípios que não domina, mas estamos a trabalhar para que ele os possa conhecer melhor. É um jovem com grande futuro, porque tem uma qualidade imensa», explicou.

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