«O meu pai é maluco, mas agora acredito cada vez mais nele»

Atletismo 28-09-2021 09:38
Por Miguel Candeias

O famoso slogan Red Bull dá-te aaasas não podia ficar melhor em alguém como Pedro Pichardo, campeão de triplo salto nos Jogos de Tóquio e vencedor da Liga Diamante 2021. Após uma época incrível, em que voou quase sempre mais do que os adversários, o português, de 28 anos, viu agora os êxitos celebrados pela famosa marca de bebidas energéticas com a criação de uma lata personalizada com o autografo e duas imagens suas, uma delas em pleno salto.

 

«Sinto-me muito feliz. Não esperava nada que fizessem uma lata. Já me tinham transmitido que queriam fazer algo, mas não o esperava», conta na apresentação da mesma. «Quando me deram a notícia de que a lata já era oficial fiquei bastante contente. É uma emoção grande saber que tem a minha imagem», continuou o quinto medalha de ouro de Portugal nos Jogos.


E pensa que isso também representa o reconhecimento do povo português? «Acho que sim. Vai ser gratificante saber que consomem uma lata com a minha imagem e mostrarem que a têm em casa», responde. Mas foi este um ano de sonho? «Se dissesse que não, estaria a ser ingrato. Mas dizer que sim, para mim, seria incompleto. Queria mais. Se falarmos de títulos já não podia ganhar mais, levei para casa o do ano e a Liga Diamante. Quando digo que queria mais refiro-me às marcas e nesse sentido sinto-me um pouco vazio. Queria ter feito saltos maiores. Ainda assim estou feliz por ter trazido todos os títulos de 2020/21 para o País e para minha casa», reforça no tom tranquilo que o caracteriza.


«A marca dos 18 metros é gratificante», diz quem já a alcançou por duas ocasiões, ambas em 2015, e colecionada outras seis acima dos 17,90m. «Mas só quando conseguir bater o recorde [mundial ,18,29m, do britânico Jonathan Edwards] me sentirei realmente realizado como atleta. Pessoalmente, as marcas que tenho de 18,08m e 18,06m não significam grande coisa. No dia em que significarem, indica que já estou realizado com o que atingi. Por agora não estou», refere.

 

«Sim, sou uma pessoa muito ambiciosa. Muito focado nas minhas coisas e tento trabalhar a 100 por cento para chegar aos títulos e conseguir grande saltos. Obviamente que não é fácil. Podemos estar aqui a falar e posso mentir. Se calhar, até dizer que poderei saltar 19 metros, mas, na verdade, já 18m é complicado. Não é fácil, mas creio que, pelo menos, posso passar a barreira dos 18,30m. É só continuar a trabalhar para estar em boa forma, que tenha saúde e o salto aconteça.»
 

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