Lukaku teme esvaziamento de gesto na luta contra o racismo e propõe novas medidas

Chelsea 23-09-2021 14:18
Por Redação

O colega de equipa Marcos Alonso disse-o, agora Lukaku reforça: o movimento de apoio à luta contra o racismo em que os jogadores se ajoelham antes do início dos jogos está a perder efeito e é preciso novas campanhas de sensibilização.

 

O avançado do Chelsea refletiu sobre a questão e a propósito dos abusos recebido online por vários jogadores, nomeadamente nas redes sociais, disse que se deve levar o assunto ao topo: os presidentes das companhias. Já na época passada, em janeiro, os clubes da Premier League empreenderam um fim de semana de blackout nas suas redes sociais, que foi acompanhado por várias instituições como a UEFA ou a FIFA.

 

Em entrevista à CNN, o belga pediu aos CEO de várias empresas de media que empreendam de facto esforços para acabar com os abusos. Facebook ou Twitter implementaram medidas nos últimos meses, como limitar quem responde a posts, mas muitos jogadores ainda são alvos de comentários racistas, homofóbicos ou até ameaças de morte.

 

«Tenho de lutar, porque não estou a lutar apenas por mim, é pelo meu filho, pelos meus futuros filhos, pelo meu irmão, pelos outros jogadores todos e pelos seus filhos, por toda a gente, sabem?», diz, sugerindo estão encontros entre jogadores, redes sociais e governantes para que se assuma responsabilidade em acabar com estes insultos.

 

«Os capitães de todas as equipas da Premier League e cinco das maiores personalidades de cada clube deveriam ter reuniões com os presidentes do Instagram, da Federação, do Sindicato dos Jogadores e falar sobre o assunto. Pensar em como podemos atacar este flagelo rapidamente não só nós como pelos adeptos e os jovens que querem tornar-se jogadores.»

 

«O futebol é alegria, felicidade, não deveria ser um espaço em que nos sentimos ameaçados por pessoas sem educação. Não podemos matar o futebol pela discriminação», acrescentou, sublinhando que a vontade é fator determinante.

 

«Quando queremos travar algo, realmente conseguimos, vejam o que aconteceu com a Superliga. Enquanto jogadores podemos dizer ´sim, podemos boicotar as redes sociais´, mas penso que essas empresas têm de falar com as equipas, os governos ou os próprios jogadores, porque acho que eles realmente podem», concluiu.

 

A CNN acrescenta que um porta voz da Federação adiantou já ter contactado o Chelsea para tentar arranjar uma reunião. 

 

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