«Gostava de ganhar a Liga Conferência, mas Serie A é mais importante»

Roma 15-09-2021 15:51
Por Redação

Na véspera de estreia na Liga Conferência, com o CSKA Sofia, José Mourinho abre o jogo e é claro: a Serie A é mais importante, mas tratando-se de uma competição nova, é para tentar ganhar.

 

«O campeonato é mais importante, claro, mas quero uma equipa com a mentalidade certa e gostaria de tentar ganhar esta taça. Não quero ser mentiroso: interessa-me», disse. «Como treinador adjunto também ganhei um troféu que já não existe, a Taça dos vencedores de Taças, com o Barcelona em 1997. Gostaria de ganhar a Conferência, mas ainda estamos longe. Temos agora o primeiro passo, que é ganhar o grupo. Não sei se estamos mais talhados para taças ou não, mas para nós o campeonato é o mais importante. Mas o mais importante é a mentalidade o jogo seguinte – quando o próximo jogo for a Taça de Itália, esse tem de ser o jogo mais importante», completou.

 

Por outro lado, Mourinho avisou que não se deve estar «demasiado otimista» apesar de um início de época muito bom, com cinco vitórias.

 

«Cinco vitórias não são 50. Não há razões para estar demasiado otimista ou confiante. Temos de acumular mais bons resultados, porque isso ajuda ao desenvolvimento da equipa. Os adeptos também deverão ter o mesmo equilíbrio que nós, devem perceber que isto é um processo e só estamos a trabalhar juntos há dois meses», avisou.

 

«Nota-se alguma evolução, mas estamos tranquilos. O facto de o estádio estar sempre cheio é bom, vê-se que os italianos estão desejosos de regressar e querem que os recintos voltem à capacidade normal. Digo sempre aos jogadores que menos de cem por cento é nada, temos sempre de trabalhar ao máximo. Contra o Sassuolo podíamos ter perdido, mas mostrámos muita ambição», disse ainda.

 

Mourinho disse que vai rodar a equipa na Liga Conferência: «Claro que vou mudar, mas o importante é manter a estrutura. É uma competição em que queremos fazer algo passo a passo. Eles ainda não sabem quem vai jogar, vamos tentar ser equilibrados.»

 

O treinador português foi questionado precisamente sobre como mantém motivados os jogadores menos utilizados. «É um trabalho fácil, o grupo trabalha muito bem junto. São jogadores inteligentes, percebem as coisas. Nunca tive uma época em que os jogadores que começaram a titulares foram os mesmos que acabaram. Sem eles ficamos aflitos, não Podemos ter só 10 ou 11 jogadores. Temos o exemplo do El Shaarawy. Ele sabe que é importante para mim, antes do jogo com o Sassuolo até lhe disse que vai ser titular com o CSKA Sófia. Mas ser titular é uma coisa que pode sempre mudar, nunca tenho só 11.»

 

Mourinho organizou terça-feira um jantar com o plantel e a direção e todos acabaram por ser surpreendidos pela presença de mais uma centena de adeptos à porta do restaurante. «Foi muito bonito, é muito importante para nós. Sobretudo para os que estão em Itália pela primeira vez, como o Tammy Abraham ou o Matias Vina, importante para que percebam onde estão, Só posso agradecer.»

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