Em busca de um desporto íntegro em debate

Futebol 09-09-2021 21:17
Por Gabriela Melo

O secretário-geral adjunto da UEFA, Giorgio Marchetti, é um dos oradores da segunda edição da Sport Integrity Week, que decorre de 13 a 17 deste mês em torno de cinco temas que visam a promoção e discussão da integridade no desporto.

 

«Propomo-nos agitar as águas e instigar uma atitude reformista em busca de soluções mais adequadas para o desafio da indústria do desporto em 2021», explicou o diretor global da Sport Integrity Global Alliance (SIGA), Emanuel Macedo de Medeiros, responsável pela organização deste fórum, que envolve mais de 100 organizações líderes no desporto em termos mundiais.

 

Destas destacam-se o dirigente da UEFA ou o antigo jogador francês Louis Saha. Estarão presentes duas figuras ligadas ao Comité Olímpico de Portugal - a vice-presidente da Comissão de Atletas, Susana Feitor, e o diretor-geral, João Paulo Almeida -, entre outros portugueses integrados nos painéis de debate em formato totalmente digital.  

 

Cada dia é dedicado a um tema preciso, a começar pela governação e corrupção (13), seguindo-se integridade financeira, transparência e sustentabilidade no desporto (14); as apostas desportivas (15); os media, a tecnologia e a inovação (16); o desenvolvimento da formação e a proteção dos mais jovens (17).

 

«Este é um momento de afirmação de uma vontade coletiva, um propósito conjunto, de dizer não. Dizer não à corrupção, ao branqueamento de capitais, à evasão fiscal, à economia paralela, ao aproveitamento escandaloso de recursos públicos e privados para satisfazer interesses obscuros. E dizer basta de eufemismos, confabulações e retóricas desprovidas de substância e de ação. É inaceitável que anos e anos a falar e a detetar os problemas não sejam atacados com o verdadeiro antídoto. Para além da diplomacia do croquete, há uma gritante falta de liderança», defendeu Emanuel Macedo de Medeiros.

 

Parceiro do evento, o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, reforçou a necessidade de se «recuperar os princípios do desporto» através de uma «revolução na simplicidade».

 

O dirigente explicou que faz questão de separar a atividade camarária dos clubes desportivos, nomeadamente associados ao futebol, mas sem ignorar que «precisam de melhorar os mecanismos de governação e de transparência». E reforçou: «Precisamos de parceiros mais credíveis à volta do desporto, de uma linguagem mais positiva e que as crianças e jovens cresçam sem a pressão de todos serem iguais ao Cristiano Ronaldo».

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