«Há muito preconceito à volta do skate»

Mais Desporto 04-05-2021 08:26
Por Francisco Coelho Rodrigues

Gustavo Ribeiro é o melhor skater português da atualidade e está apurado para os Jogos Olímpicos de Tóquio2020, na estreia da modalidade na competição, que já está confirmada, também, para Paris2024. É um passo de gigante para o skate e para o jovem lisboeta de 20 anos, que no Mundial de 2019 foi 3.º classificado.


- Quando é começaste a andar de skate?
- Comecei quanto tinha cinco anos. O meu tio ofereceu-me um skate no Natal. No dia seguinte já estava a andar, mas o gosto pela modalidade só apareceu depois. Passado um ano, os meus pais disseram-nos, a mim e ao meu irmão [Gabriel, gémeo], para irmos para uma escola de skate e começámos a ter aulas com o Luís Paulo [ex-profissional e um dos pioneiros da modalidade em Portugal]. Ele organizava um campeonato e nós decidimos participar. Na altura fiquei em terceiro lugar. E lembro-me de subir ao pódio e pensar: «Espera lá que isto pode funcionar … magoas-te um bocado, mas não é mau de todo. É mesmo este o desporto que quero» [risos]. Lembro-me de também querer ser jogador de futebol, quando era mais novo. Mas, a partir desse campeonato, o skate passou a ser o meu desporto.

 

- Percebeste rápido que podias chegar longe?
- Mais ou menos. Na altura, não havia muitos skaters na minha categoria, de sub-8. Quem ganhou até foi o meu irmão, eu fiquei em terceiro lugar. Mas sim, percebi que não eramos maus de todo.


- Alguma vez pensaste que o skate te podia levar a esta competição?
- É engraçado, porque nunca pensei que o skate viesse a ser uma modalidade olímpica. Há muito preconceito à volta do skate. Há quem diga que somos arruaceiros, que destruímos as ruas… Já tinha sonhado com isso e fiquei muito feliz com a integração. Finalmente o skate está a destacar-se mais e a reunir mais apoios.


- Estás entusiasmado por ir a Tóquio?
- Entusiasmado e muito nervoso! Mas vamos lá tentar trazer o ouro para casa. Felizmente, a Red Bull ofereceu-me um skate parque privado em 2020, que ficou pronto no início da quarentena. Tive sorte, nunca parei de treinar, apesar de estar sozinho.

 

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