Portugal pode ser o quarto país com mais treinadores campeões

Libertadores 27-11-2021 10:57
Por João Almeida Moreira

Argentina, 27, Brasil 18, Uruguai 10 e Portugal e Colômbia ambos três. Caso o Palmeiras de Abel Ferreira bata o Flamengo, hoje, em Montevideu, na final da 62.ª Taça dos Libertadores da América, os treinadores portugueses passam a ser os quartos com mais triunfos na prova, lado a lado com os técnicos colombianos, e só superados pelos misters do trio do costume, Argentina, Brasil e Uruguai.


Um feito notável por muitos motivos. Disputada pelos dez países que compõem o subcontinente sul-americano, acompanhados, entre 2000 e 2016, de clubes mexicanos convidados, a Libertadores só foi ganha por treinadores de seis nacionalidades diferentes - os referidos acima e a Croácia, de Mirko Jozic, antigo treinador do Sporting que levou o Colo Colo, do Chile, ao título, em 1991.


Nem técnicos chilenos, nem peruanos, nem bolivianos, nem venezuelanos, nem equatorianos, nem paraguaios nem os citados mexicanos lograram uma conquista sequer. Quanto mais duas, as que Portugal ganhou, ou três, as que o país pode levar para casa, assim Abel supere o brasileiro Renato Gaúcho, repita o triunfo do ano passado e dobre o feito do hoje benfiquista Jorge Jesus em 2019.


O que levaria a outro feito notável: até 2019, um português levantar a Libertadores não passaria de um sonho exótico. De repente, foram dois, quem sabe três triunfos de seguida, o que equipararia o país europeu à Colômbia de Francisco Maturana (vencedor em 1989 pelo Atlético Nacional), Luis Fernando Montoya (campeão em 2004 pelo Once Caldas) e Reinaldo Rueda (ganhador, em 2016, novamente pelo clube de Medellín).

 

Com uma nova taça, Abel entraria, em meras duas participações, no exclusivo clube dos treinadores com dois troféus - ao lado de 10 técnicos, entre os quais o ex-Benfica e outros clubes lusos Paulo Autuori, campeão por Cruzeiro e São Paulo, e o ex-selecionador português Luiz Felipe Scolari, por Grêmio e Palmeiras. Estes dois, assim como o argentino Edgardo Bauza, campeão por LDU Quito e San Lorenzo, ganharam por emblemas diferentes.


O outro a conseguir esse feito é o também argentino Carlos Bianchi, o maior campeão da prova, com quatro títulos, um pelo Velez Sarsfield e três pelo Boca Juniors. Osvaldo Zubeldia, outro albiceleste, venceu três vezes mas todas pelo Estudiantes La Plata. O flamenguista Renato Gaúcho, entretanto, persegue também a sua segunda conquista, depois de levar o Grêmio à vitória em 2017.

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