Presidente do Textáfrica de Chimoio demite-se e agudiza crise

Moçambique 06-05-2021 12:15
Por António Mavila, Beira

A situação do Grupo Desportivo e Recreativo Textáfrica do Chimoio, primeiro campeão nacional de futebol pós-independência em 1976, e único representante da província de Manica, está a cada dia que passa a ganhar contornos alarmantes.

 

O clube vive mar de incertezas, os atletas não treinam há quase dois meses e reclamam o pagamento de salários de cerca de três meses, uma situação que também atinge o pessoal de apoio.

 

Para agravar ainda a situação, Acácio Gonçalves demitiu-se da presidência do clube, tornando-se no segundo presidente a demitir-se em menos de um ano. Acácio Gonçalves diz que renunciou ao cargo alegadamente por falta de apoio dos restantes membros da direção e do empresariado local, que sempre prometem apoiar o clube, mas sem sucesso.

 

“Estava quase sozinho, nem os adeptos, nem os sócios, nem os empresários têm abraçado a nossa causa, assim sendo, para não contrariar as minhas convicções pessoais, decidi renunciar ao cargo que me foi confiado a 17 de Outubro de 2020. O clube não tem alternativas financeiras, não posso continuar a liderar uma equipa de jovens a trabalharem sem remuneração, a minha consciência não me permite», disse Gonçalves.

 

Na semana passada, por ordens do tribunal, o Textáfrica viu boa parte dos seus bens, incluindo camas onde os jogadores dormiam, a serem arrestados, em cumprimento duma ordem judicial, num conflito em que o clube não pagou uma indeminização a um antigo atleta. Dias depois, a procuradoria da República ordenou a devolução de todos os bens devido a recurso.

 

O Moçambola é retomado já próximo sábado e os poucos dos 32 atletas da equipa principal que ainda continuam no clube dizem que não vão voltar aos treinos enquanto não se resolver o problema de falta de pagamento dos seus salários e melhoria das condições de higiene no lar dos jogadores.

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