«Pepe disse-me que o Mundial é algo de muito diferente»

FC PORTO 22-09-22 7:12
Por Pascoal Sousa

Concentrado com a seleção canadiana, que esta sexta-feira defronta o Catar, em jogo amigável, e Uruguai, na terça-feira, Stephen Eustaquio falou aos canais da federação sobre as suas expectativas para o Campeonato do Mundo.

O médio ouviu da voz do capitão do FC Porto, Pepe, o que o espera no grande certame. «Falei com o Pepe e uma das coisas que ele me disse foi que o Mundial é algo simplesmente diferente. A partir do momento em que desces o primeiro degrau do autocarro e chegas ao palco do Mundial a atmosfera é completamente diferente e por isso estou ansioso para que chegue esse momento», soltou.

A última e única vez que o Canadá participou num Campeonato do Mundo foi em 1986, no México. O selecionado ficou em último lugar no grupo C, ao perder com os três adversários, União Soviética, França e Hungria. Até por isso, os companheiros do portista querem escrever história. «O sucesso de uma seleção no Mundial, para mim, é marcar uma posição. Temos de mudar muitas opiniões, porque o que fizermos neste Mundial vai certamente alterar a opinião que as pessoas terão já na próxima edição do Campeonato do Mundo. Estamos a deixar um legado às gerações futuras do Canadá, jogamos por elas», lembra o médio.

Não tendo grande tradição na prova, o Canadá parte, naturalmente, como o menos favorito no grupo que partilha com a Bélgica, Croácia e Marrocos. Ainda assim, Eustaquio garante que não vai ao Catar para ‘passear’: «Ter a oportunidade de jogar contra a Bélgica, a Croácia e Marrocos vai ser algo inesquecível. Não vou mentir, não vou ao Mundial para ver os outros jogarem, vou estar lá para ganhar. Prometo que estaremos lá não apenas para participar, mas para ganhar e faremos tudo para deixar os nossos adeptos orgulhosos. Para mim, estar presente no Campeonato do Mundo significa um sonho tornado realidade. Lembro-me em criança assistir ao Mundial e não imaginava que um dia pudesse lá estar e jogar, a viver aquela atmosfera e aos jogos. Temos uma boa seleção, mas este grupo do Mundial impõe muito trabalho e quem melhor do que pessoas que alimentam um sonho que o concretizar? Estamos prontos para ir para a guerra, como se costuma dizer.»