Convidado para a final da Taça, Ayestarán recusou: «Preferia que tivesse havido equilíbrio antes»

TONDELA 19-05-22 2:58
Por Nuno Vieira

Pako Ayestarán foi demitido em março do comando do Tondela, já com a equipa encaminhada na Taça de Portugal. Em entrevista a A BOLA revela que recebeu convite do presidente do clube para estar domingo no Jamor, na final frente ao FC Porto, mas recusou.

 - Depois de sair, acompanhou a carreira da equipa?- Não vi mais jogos. Não seria bom para mim. A realidade do Tondela é andar sempre na borderline e este ano não iria ser diferente. Preferi desligar-me emocionalmente.

- Teve forte influência no percurso na Taça de Portugal. A primeira vitória na meia-final ainda é sua. Como vê a presença na final?- Tal como assumo a minha responsabilidade na descida, as vitórias também são de todos. Tivemos uma trajetória muito boa, não perdemos um único jogo e o clube vai ao Jamor com mérito. Claro que tivemos sorte nalguns jogos e não encontrar FC Porto, Sporting ou Benfica, reconheço, facilitou o caminho. Tivemos jogos difíceis, mas fomos alimentando um sonho que dificilmente se repetirá no Tondela.

- Vai ser um jogo especial. Foi convidado para estar no Jamor?- Falámos sempre muito sobre esse dia, do ambiente que se gera em torno de uma final. Tive a felicidade de disputar duas no México, uma em Israel e como adjunto do Rafa Benítez também conseguimos grandes feitos em decisões assim. São dias bonitos e admito que é uma deceção não poder estar no banco. O presidente ligou a convidar-me para ir ao Jamor. Agradeci o cuidado, mas não me sinto cómodo. Preferia que tivesse havido esse equilíbrio antes, quando saí, e não agora para ser convidado para a final.

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